E eis que o "Anjos também caem" completa o seu 6º aniversário de existência, aos 6 dias do mês de Novembro do ano de 2011...
Na verdade, creio que só "comemorei" esta data aquando do 3º aniversário, e recordo que foi referindo 3 momentos marcantes e 3 posts de referência...
Se me perguntarem o que me faz manter um blog durante tanto tempo, ainda para mais um blog do tipo do "Anjos", de reflexão e de divagação, talvez a resposta mais rápida (e, quiçá, mais correcta) é que se trata de um refúgio pessoal. Mas a verdade é que este espaço continua a ser - ou pelo menos, a tentar ser - um espaço de partilha de algo que faça pensar, reflectir ou agir. Muitas vezes, para um público diverso, conhecido ou nem por isso, outras, para alguém (individual ou grupo) em particular. Isso faz-me lembrar que já fui acusada de usar o blog para dizer o que não consigo dizer pessoalmente, já tive pessoas preocupadas por acharem que um post mais cinzento se referia a elas e também quem percebesse exactamente que a mensagem era para si... Assim como sei de textos meus aqui publicados que foram ou serão usados em determinados momentos de reflexão, que foram tema de conversa no café, e razão de mudança na maneira de estar de alguém... Sei que, por uma qualquer razão, terei perdido alguns dos leitores que tão atentamente me seguiam nos primórdios deste blog, assim como terei ganho muitos outros (principalmente, pelo FB...).
Voltando à ideia do refúgio pessoal... Notoriamente, será fácil perceber "os altos e baixos" da minha vivência nestes 6 anos, através da leitura do "Anjos". Mas com maior tendência, "os baixos"... Como disse a um amigo, que me dizia que o meu blog estaria um pouco triste e cinzento, ou a outro a quem disse para não o ler porque por vezes podia ser algo deprimente, e ele me respondeu prontamente que se não quero que seja lido, não o devia ter nem divulgar..., as coisas boas partilham-se pessoalmente, e uma pessoa feliz transmite-o com facilidade, ou simplesmente nota-se. Já os momentos tristes, principalmente para alguém como eu..., podem ser demasiado encobertos e serão mais facilmente extravasados indirectamente, protegidos pela camada de palavras que se usam.
Desta vez não irei mencionar 6 marcos nem 6 posts... Mas aproveitando que se trata de uma data em que as circunstâncias que me envolvem são peculiarmente reflexivas, vou deixar 6 tópicos de divagação:
- Pela primeira vez na minha vida, não tenho qualquer plano... Será que situações assim permitem uma margem de manobra aumentada e possibilidades infinitas, ou acabam apenas por ser um misto de indefinição, descontrolo e desorientação assustadores?
-Tenho descoberto que várias pessoas não gostaram muito de mim quando me conheceram... Não as censuro, sempre disse que não deixo uma boa 1ª impressão. Nos entretantos, eu mudei, elas mudaram, algo mudou, e agora já "sou fixe". Eu, pelo contrário, tenho visto pessoas mudarem (ou revelarem-se) para pior. Poderia ser implicância minha, se em alguns casos eu fosse a única a reparar... Não sendo, será que as pessoas não compreendem mesmo que erram ou será assim tão complicado admitir que se errou, e evitar errar outra e outra vez? Uma vez li: "podes cometer um erro várias vezes, mas a partir da 2ª já não é erro, é escolha..."
- Creio que já uma vez escrevi sobre isto... a vida divide-se em parcelas, e poderão todas elas estar bem menos a "fatia emocional" e tudo parecerá caótico... Ser-se um Ser emocional é complicado de gerir. Mas também nos gabamos de ser (os únicos...) Seres racionais... Afinal, em que ficamos?
- As preocupações e as prioridades das pessoas são algo muito complexo... Não se poderá avaliar os outros pela nossa medida, é certo. Mas porque é que há quem teime em se preocupar com o que os outros vão pensar (se os seus actos forem puros e benévolos) ou tente impor as suas prioridades aos outros...?
- Os amigos são uma coisa fantástica. No entanto, vi pessoas amigas perderam a capacidade de se preocupar verdadeiramente, de querer saber, de querer estar, de querer ser, ou nunca a terem tido... Como é que se põe em risco uma amizade por uma palavra torta ou por um afastamento desnecessário e inexplicado...? É possível recusar-se e/ou afastar um amigo? Uma breve história: "Duas pessoas foram apresentadas. Uma delas diz: - "Tenho muito gosto em conhecer-te mas não poderemos ser amigos. Mal me consigo dedicar aos que já tenho, não seria um bom amigo para ti""...
- O que é que nos pode prender verdadeiramente a um local? É tudo tão efémero...

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